quinta-feira, 7 de junho de 2007

Ei pessoal o que vcs acham da operação navalha"veja da folha on line"Pedido de vista adia julgamento de pedido de delegados afastados em operação
Publicidade da Folha Online
Um pedido de vista do ministro Paulo Gallotti adiou nesta quarta-feira o julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça) dos recursos em favor dos delegados afastados Zulmar Pimentel (diretor-executivo da PF, considerado o segundo homem dentro da instituição), César Nunes (superintendente da PF na Bahia) e Paulo Bezerra (afastado da PF para comandar a Secretaria de Segurança Pública da Bahia).
Os três foram afastados do cargo de delegado por suposto envolvimento no esquema de fraudes em licitações para a realização de obras públicas, desmontado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
Nos recursos, eles pedem para retornar às suas funções. O STJ deve retomar o julgamento no dia 20 de junho.
Em seu voto, a ministra Eliana Calmon, relatora do inquérito que apura o caso, negou provimento aos agravos regimentais interpostos pela AGU (Advocacia Geral da União) e por um advogado constituído pelos delegados, mantendo o afastamento dos três delegados.
Desmembramento
O Ministério Público Federal conseguiu o desmembramento do inquérito que investiga o esquema. O desmembramento, autorizado pela ministra Eliana Calmon, refere-se aos três delegados, que devem ser investigados perante a Justiça Federal da Bahia, por abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e prevaricação.
Para o Ministério Público, os delitos praticados pelos delegados, "são crimes autônomos, que não guardam conexão com os fatos específicos atribuídos à organização criminosa".
Operação
A Polícia Federal prendeu 48 pessoas durante a Operação Navalha, deflagrada no dia 17 de maio. Entre os presos estavam o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB); o filho do ex-governador João Alves Filho (DEM-SE), João Alves Neto; além dos prefeitos de Sinop, Nilson Aparecido Leitão (PSDB-MT), e de Camaçari, Luiz Carlos Caetano (PT-BA).
Todos foram soltos após depor para Calmon ou por meio de habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal).
A quadrilha atuava no Distrito Federal e em nove Estados --Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São Paulo-- infiltrada nos governo federal, estadual e municipal.
Segundo a PF, a quadrilha desviou recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes).
Para obter vantagem nas licitações para obras públicas, a empresa pagava propina e dava presentes para as autoridades envolvidas. aqui está parte da noticia mais informações no www.folhaonline.com.br